VULTO FERIDO
É ali que me sinto feliz
Entre um drink e outro
Nasce minha poesia
Esqueço a amargura do dia
É ali que me encontro
Que me desencontro
Que deixo garrafas partidas
Que vivo minha vida sem vida
Sou apenas um vulto no bar
Um vulto que não serve para ninguém amar
Um vulto que só sabe chorar
Sou um vento que passou na mesa do bar
Um vento que não toca nem a flor
Um vento que nasceu sem cor
Sou um vento ferido
Um vento ferido que não sabe amar
Que não sabe soprar
Na direção do mar
Linda sua poesia...és um vulto muito inspirado, rs
ResponderExcluirBjs lindo
Mila Lopes
Sopre vento de vulto vai se transformar em luz.
ResponderExcluirsopre vento.
bjs
Insana
Adorei, amigo. A sua grande sensibilidade poética entra numa triste realidade e a transforma em beleza.
ResponderExcluirCarinhoso beijo, Arnoldo.
Que desencanto você conseguiu traduzir com tanta sensibilidade. E quanta beleza extraiu disso! Parabéns,Arnoldo! Beijos!!
ResponderExcluirQue o sussurrar do vento te deixe pleno.
ResponderExcluirbjs
Insana
E a salvação são os poemas em guardanapo usado - entre um drink e outro, um coração inteiro a se derramar.
ResponderExcluirDoído, Arnoldo.
Beijo, querido