
ANJO CINZENTO
Talvez a noite não seja estrelada
Não tenha um céu cinzento
Mas tenha um licor na mesa do bar
Para que aqueça um pouco o relento
Os olhos já não sabem dos anjos
Não medem pontes
Não querem se esconder da chuva
Ainda sonham com a fada escondida na fonte
Talvez o bar seja apenas outro lar
Onde possa esconder a tristeza
Até a saudade passar
Talvez a vida esteja mesmo na mesa do bar
Nos olhos que já não querem sonhar
No coração que já não pode amar
Sabe, e como sabe... só está ferido esperando a cicatriz parar de latejar para abrir as asas e voar!
ResponderExcluirBeijo, beijo
Ah! Os olhos! Janelas do coração!
ResponderExcluirEsse poema me deixou emocionada.