
PESCADOR DE SONHOS
Tudo passou na hora que desbotou
Na hora que deixou de ser
Quando a maresia trouxe o outro lado da cor
O outro lado da dor
Tudo passou na hora que tinha que partir
Partir para o nevoeiro
Partir pra solidão do mar
Partir sem saber se iria voltar
Iria apenas partir
Não importava se iria ou não pescar
Importava sim
Poder se descobrir
Não importava se a dor que sentia era feita de flor
Ou se amargas lembranças iriam voltar
Só queria mesmo era partir para o mar
Só queria olhar para o horizonte e se entregar
Viver uma aventura para se esquecer de amar
Não importava se iria encontrar um marlim
Ou apenas sorrir para as estrelas ao invés de chorar
Ao invés de querer desistir de sonhar
Talvez fosse mesmo outro velho em busca do mar
Ou apenas um jovem velho que não soube amar
Que não soube pescar na beira da praia
Que nem mesmo saboreou uma raia
A lua secou
Secou sem lágrimas para desabrochar
Secou sem poder olhar os olhos que queria abraçar
Secou sem seus encantos poder mostrar
Sem ver o sol que queria amar
Tudo acabou
Acabou na hora que a flor sem orvalho suspirou
Na noite que seu mar secou
Nos olhos que ao olhar serenou
Na única noite que amou
Talvez fosse mesmo um velho jovem que estava partindo
Ou um velho que viveu sua breve vida sorrindo
Mas que se esqueceu de tentar naufragar
De se agarrar a tênue vida que a solidão nos dá
Que se esqueceu de lembrar que para viver
Era preciso brincar
De sonhar
De viver para amar
É preciso sonhar, partir para viver esses sonhos, acreditar que eles estão e são para nós! Conquistá-los!
ResponderExcluirBelas palavras!
Um abraço
ando precisando pescar meus antigos sonhos :D
ResponderExcluiruma bela poesia
beijo
Belíssimo post! Sabor nostalgia...
ResponderExcluir*Obrigada pelo comentário lah no blog! Volte sempre! (:
Abraços!
Querido poeta,
ResponderExcluir"Que se esqueceu de lembrar que para viver
Era preciso brincar
De sonhar
De viver para amar "
É preciso, amigo. Belíssimo poema. Obrigada.
Beijos e linda semana.
Ah, lembrou-me cá o Dorival Caymmi e seu mar imenso, que tragava homens e sonhos, mas també acalentava almas!
ResponderExcluirAbraços,
Tânia
VENTOS
ResponderExcluir(Regilene Rodrigues Neves)
Andei ventos até aqui
Rumo à poesia solta
Em pó de poesia
Soprada em ventos na primavera
Em meio a palavras nos ventos...
Sentimentalidades
De poesias juntas
De sonhos pequeninos
De amigos
Que cresceram cheios de poesia...
Ventos
Pescador de sonhos
Na outra margem do rio
Ocaso de uma vida
Por do sol
Em frente a um vulto ferido
Por trás de um anjo cinzento!
Poesia inspirada numa visita minha aos blogs do poeta Arnoldo Pimentel.
Em 12 de julho de 2010
Oi, Arnoldo!
ResponderExcluirTem um SELO de reconhecimento para o Ventos Na Primavera no Blog da Cia. De Teatro Atemporal!
Não deixe de pegar!
Receba o carinho de nossa companhia!
Clemente.
Cia. De Teatro Atemporal.
Texto encantador.
ResponderExcluirbjs
Insana
Olá Arnoldo!
ResponderExcluirQue poesia bela em?!
Adorei!
Obrigado pelo selinho!
Bjs
Mila Lopes
PS: Um pouco atrasada, rs
Parabéns, mais um belo poema...
ResponderExcluirNão me canço de lêr tudo que vc escreve.
Sua escrita faz meus pensamentos viajar,
Isso, é muito bom para a alma e o coração.
Abraços carinhoso, Poeta
Venho hoje te trazer um presente pela linda alma que tem..
ResponderExcluirO Selo Blog de Ouro
Bjs
Insana