
CASAS DE NUVENS CINZA
Casas de madeira soltas na terra
Decoradas com cordas de arame que atravessam a ausência de paisagem
Esticadas por postes sem luz que apontam
Para o céu de chuva cinza
Sem esperar nenhuma doce miragem
O silêncio é quebrado pela bicicleta sem acento
Que vaga pela rua de chão solta no vento
Carregando em seu sonho a grama estéril
Vidas vazias
Que nem o pranto solto alivia
No solo molhado pela chuva
A desesperança por saber
Que no fim do dia não haverá fartura
Sempre será assim em cada novo amanhecer
Não haverá escolha
Entre as nuvens que ainda vagam
Nem galhos nas árvores secas
Nem mesmo bichos da seda
A forma como descreves tua poesia nos leva ao lugar da casa de nuvens.
ResponderExcluirArte tua poesia, daria um belo quadro...
Bjs
Mila
Mas,ainda haverá vida!
ResponderExcluirBelo poema, como sempre você surpreendendo os leitores.
Beijos,Mika.
Adoro o silêncio, ele me traz tantos pensamentos, e as vezes o tenho como amigo, outras me sinto perdida com tanto que aq tenho, mais sei que a casa que construímos em nós é forte, pois nossos alicerces estão em nossos sentidos, ações e mais!
ResponderExcluirUm abraço da Ju
Bom domingo!
"Que no fim do dia não haverá fartura. Sempre será assim em cada novo amanhecer."
ResponderExcluirQue triste, não?
Abraços,
TAnia
Olá meu caro poeta , lindo, intenso, lírico poema... Obrigada pelo carinho. Grande abraço.
ResponderExcluirMuito lindo Poeta!!!
ResponderExcluir''Que no fim do dia não haverá fartura
Sempre será assim em cada novo amanhecer''
Que as nuvens cinzas sejam passageiras.
Abraços amigo!!!
Oi querido amigo poeta!
ResponderExcluirFalar de Arnoldo Pimentel Filho é recitar poemas, tu consegues tranmitir o sentimento com clareza!
Tua poesia é uma pintura em aquarela, consegui criar um cenário de um mundo paralelo, é impressionante, consegues fazer da tua inspiração uma arte, é perfeição, leveza , sonho ...MEUS PARABÉNS , Beijos com carinho!
Taís Mariano
E da ausência, uma explosão de poesia!
ResponderExcluirLindamente triste.
Beijoca, querido