Edicões Gambiarra Profana/Folha Cultural Pataxó




"Minha Poesia não usa vestes para se camuflar, é livre e nua" (Arnoldo Pimentel)

"Censurar ninguém se atreverá, meu canto já nasceu livre" (Sérgio Salles-Oigers)

"Gambiarra Profana, poesia sem propriedade privada, livre como a vida, leve como pedra em passeata" (Fabiano Soares da Silva)

"Se eu matar todos os meus demônios, os anjos podem morrer também" (Tenneessee Williams)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

PECADO (MENSAGEM DE ANO NOVO)


O facão está pronto para cortar meu corpo
Cegar meus olhos
Amputar meus sonhos
Apagar minha história

Meu pecado foi nascer
Ou pensar
Diferente dos outros

Dos que se acham “melhores”
Algozes

Que poderão cortar meu corpo
Em mil pedaços
Em mil pedaços
Sem ninguém ver

Arnoldo Pimentel

Que possamos um dia amar e respeitar as pessoas
Independente de sua Raça, Cor, Condição Social
Filosofia Política, Religião ou Opção Sexual

FELIZ ANO NOVO

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

SILÊNCIO NAS OLIVEIRAS



SILÊNCIO NAS OLIVEIRAS

O sonho acabou
Com a nevasca que veio do norte
Bem em frente dos meus olhos
Ainda estiquei as mãos
Para ler um último salmo
E descobrir que meu corpo
É mais que um templo
Ou um pedaço de carne
E que poderei suportar
Todo o flagelo
Da  minha vigília
Nos porões das oliveiras
Enfeitados com flores verdes
E perfume de jasmim

Arnoldo Pimentel


Este poema é parte integrante do livro NUVENS
Para adquirir entre em contato
Email: arnoldopimentel@gmail.com

 

Quer uma dica de boa leitura poética?
Visite e siga o blog do Fabiano Soares da Silva
http://fabianopoe.blogspot.com

sábado, 24 de dezembro de 2011

DEUS É FRÁGIL (MENSAGEM DE NATAL)

Ainda há pouco
Eu estava bebendo uma cerveja num bar
Algumas crianças estavam brincando por ali
E uma menininha de cabelos louros
E olhos azuis
Mostrou-me como o Super-Homem e o Batman são frágeis
Os pais das crianças estavam do outro lado da rua
Da rua tão deserta
Um deserto tão ermo que não tinha nem Esfinge para nos olhar
Ou proteger as crianças
As crianças estavam tão sozinhas
Que pude perceber o quanto Deus é frágil
Deus é tão frágil quanto o Super-Homem e o Batman
As portas estão fechadas
E as luzes logo irão se apagar
Deus vai proteger sim
As crianças que estão em seus lares
E não as que estão pelas ruas a vagar
É tão triste ver crianças num bar

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

VENTO COM NUVENS


Parece até que vi a praia
Que ouvi gaivotas
A minha volta
Quase senti suas palavras
Tocarem meu rosto
Olhei pro céu
E não vi o sol
Subi em minha moto
E segui sem destino
Sem sentir o vento
Nos óculos escuros
Apenas segui por ai
Sem pensar em nada
Na tarde nublada

Arnoldo Pimentel
Este poema é parte integrante do livro NUVENS
Para adquirir entre em contato
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

MEDO



Vivo mesmo
Ficou apenas o medo entre
As quatro paredes brancas
Totalmente brancas
O corpo nu e torturado
Com a alma violada
Ficou esperando
O anjo vir lhe buscar
Assim terminaria sua sina
Que começou
E se acabou
Quando quis ser livre
E poder voar

Arnoldo Pimentel

Este poema é parte integrante do livro NUVENS
Para adquirir entre em contato
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

POESIA DE VERDADE


POESIA DE VERDADE
Poema dedicado aos amigos do Gambiarra Profana



Numa esquina de Bel
E espero o Madureira-Nova Aurora passar
Ir de carro ou moto pra lá nem pensar
Gosto de ir livre
Sem pensar em como voltar
E é lá em Nova Aurora
Numa pequena loja de informática
Onde me sinto um “Andarilho Hospedeiro”
Que nos juntamos
Para ouvir músicas
Cantar, tocar violão
Contar causos
Falar de filmes livres
Como “Sem Destino”
E declamar poesias
Que me sinto imensamente feliz