Edicões Gambiarra Profana/Folha Cultural Pataxó




"Minha Poesia não usa vestes para se camuflar, é livre e nua" (Arnoldo Pimentel)

"Censurar ninguém se atreverá, meu canto já nasceu livre" (Sérgio Salles-Oigers)

"Gambiarra Profana, poesia sem propriedade privada, livre como a vida, leve como pedra em passeata" (Fabiano Soares da Silva)

"Se eu matar todos os meus demônios, os anjos podem morrer também" (Tenneessee Williams)

domingo, 28 de julho de 2013

TRILOGIA HELENA

Amigo, conheça a TRILOGIA HELENA (INMEMORIAM)
Três poemas de minha autoria dedicados a minha mãe.
Visite o site do Grupo Gambiarra Profana, se gostar siga o blog,
Desde já agradeço a visita e a leitura.
Link abaixo, basta passar o mouse abaixo:





domingo, 21 de julho de 2013

JOHN DOE NÃO MORA MAIS AQUI

Acho que vou surtar
Isso é real, não é uma ficção
De trinta em trinta minutos passa um trem pra Central
De dez em dez minutos passa um trem pra Central
Isso é real
Acho que vou surtar
De sete em sete minutos passa um trem pra Central
Isso é real

Não é ficção.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

CHEYENNE



Tive muitos dias de luta
Até que morri
Meu sangue foi sugado pela terra
Meu corpo evaporou no tempo
E a minha história
Os livros e as vozes não contam mais

Arnoldo Pimentel 

domingo, 30 de junho de 2013

A CHUVA E AS MARÉS

A CHUVA E AS MARÉS
Autor: Arnoldo Pimentel
Dedicado a Haroldo Pimentel

Depois de uma longa espera
O sol começa nascer
Irá abraçar a todos
Os que podem ver
E os que não podem ver
Depois viverá livre
Em todos os lugares
Mesmo nos mais remotos

Que estão depois da ponte


sexta-feira, 31 de maio de 2013

DAKOTA

A sala não ficará vazia
Não importa as cinzas
Não importa os escombros
Não importa se o ônibus já dobrou a esquina
Ou se abril nunca mais terá todos os dias.


Arnoldo Pimentel

sexta-feira, 24 de maio de 2013

MORANGOS NO QUINTAL

No poste não havia lâmpada, nem fios,
Eu podia ver o que havia dentro da casa.
Na sala, uma mesa, uma cadeira,
Um livro para ler,
E isso era mais do que eu precisava,
Antigamente eu caminhava todos os dias pela rua,
Mas depois da guerra,
Só caminho pela sala e pelo quintal.


Arnoldo Pimentel

terça-feira, 21 de maio de 2013

DEZESSEIS


Aos sábados pela manhã eu vou à casa de meu pai
Para conversarmos um pouco
O café tem sabor de família
E não é igual ao da padaria
Folheio os jornais para ver as notícias
E damos nossas opiniões
Passo os olhos nos filmes
Os faroestes principalmente, que gostamos tanto,
Mas o que mais gostamos de falar
É sobre os seriados antigos, tipo a “Deusa de Joba” e “Jim das Selvas”
As matinês do seu tempo de rapaz
Tempo que não volta mais

Eu penso em fazer cinema um dia
Fazer um documentário
Mas sobre pessoas comuns
Nada de falsos heróis ou super heróis inventados
Só pessoas comuns.

Arnoldo Pimentel