Edicões Gambiarra Profana/Folha Cultural Pataxó




"Minha Poesia não usa vestes para se camuflar, é livre e nua" (Arnoldo Pimentel)

"Censurar ninguém se atreverá, meu canto já nasceu livre" (Sérgio Salles-Oigers)

"Gambiarra Profana, poesia sem propriedade privada, livre como a vida, leve como pedra em passeata" (Fabiano Soares da Silva)

"Se eu matar todos os meus demônios, os anjos podem morrer também" (Tenneessee Williams)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

MEDO



Vivo mesmo
Ficou apenas o medo entre
As quatro paredes brancas
Totalmente brancas
O corpo nu e torturado
Com a alma violada
Ficou esperando
O anjo vir lhe buscar
Assim terminaria sua sina
Que começou
E se acabou
Quando quis ser livre
E poder voar

Arnoldo Pimentel

Este poema é parte integrante do livro NUVENS
Para adquirir entre em contato
Email:   arnoldopimentel@gmail.com

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

POESIA DE VERDADE


POESIA DE VERDADE
Poema dedicado aos amigos do Gambiarra Profana



Numa esquina de Bel
E espero o Madureira-Nova Aurora passar
Ir de carro ou moto pra lá nem pensar
Gosto de ir livre
Sem pensar em como voltar
E é lá em Nova Aurora
Numa pequena loja de informática
Onde me sinto um “Andarilho Hospedeiro”
Que nos juntamos
Para ouvir músicas
Cantar, tocar violão
Contar causos
Falar de filmes livres
Como “Sem Destino”
E declamar poesias
Que me sinto imensamente feliz

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PEQUENO RINCÃO DE DEUS


                                            PEQUENO RINCÃO DE DEUS

Tinha apenas um coração
Batendo fraco
Olhos tristes
A fitar o lago

Mãos serenas
Tentando dizer adeus
Bela cena
Que embeleza aquele pequeno rincão de Deus

Tinha apenas um coração que queria sonhar
Já não havia muito tempo
Pra ficar por lá

Queria apenas sentar à beira do lago
E ali ficar
Até o anjo vir lhe buscar

Este poema faz parte do livro NUVENS  de Arnoldo Pimentel
Para adquirir entre em contato
Email: arnoldopimentel@gmail.com

terça-feira, 22 de novembro de 2011

VÊNUS


Algumas camisas estão
Penduradas no cabide
Esperando que o guarda roupa
Seja aberto
Para poder apenas
Por um instante
Ver o mundo lá fora
Sabendo que apenas uma
Será escolhida
Para passear

Este poema faz parte do livro NUVENS  de Arnoldo Pimentel
Para adquirir entre em contato
Email: arnoldopimentel@gmail.com

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

LÍRIOS


                                                     LÍRIOS

Os lírios balançam no relento
Noite adentro
A tímida nuvem que não se desnuda
Que não serve de abrigo
Serve apenas de alento
Enquanto é beijada pelo vento

São apenas simples lírios
Que seu coração deixou largado no vento
Deixou entregue ao relento
Sem abrigo
Pela noite adentro

São os lírios que a canção
Não entoou pela noite adentro
Noite perdida na solidão do relento
Sem nuvem cinza como abrigo
Sem estrela para semear o luar no vento

Este poema é parte integrante do meu livro NUVENS
Para adquirir, entre em contado


Email     arnoldopimentel@gmail.com
             arnoldopimentelfilho@hotmail.com  (Email e MSN)
Tel         21-8243-2124

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lançamento Livro "NUVENS" de Arnoldo Pimentel



Uma vida é feita de muitos instantes. Em uma visão superficial tais instantes podem parecer corriqueiros, insignificantes e ou  ordinários. Todavia, olhares atentos os re-significam  e lidam com eles dispensando atenção merecida.
Em Nuvens, Arnoldo Pimentel nos convida a apreciação das belas  imagens de instantes simples.  Ele se torna o anfitrião que nos leva da escolha da camisa ao passeio no Leblon.
Aquele que se atenta à beleza da simplicidade, nos leva a questionar sobre a importância dos instantes, sobre o que o efêmero representa em nossa existência. O poeta nos aconselha que apesar da fugacidade do instante, ele é o que torna o que somos, o que vemos e apreciamos. Não atentar-se a isso é evaporar-se na areia, é desejar partir da vida só para não sentir dor.

 Rosilene Jorge dos Ramos