sábado, 25 de agosto de 2012

HORROR


Tem horas que apagamos o sol
O vento é quem leva a carta
Ou a carta abre o vento
Mas apagamos o sol
E nunca mais conseguimos esquecer
Não podemos esquecer
Passam as luas
Passam as ruas
O cantil nunca tem água suficiente
Para matar a sede
E apesar do peito emitir claridade
Na volta
A noite será eterna

Arnoldo Pimentel

sábado, 18 de agosto de 2012

NUVENS INCOLORES



NUVENS INCOLORES


Depois que tudo acabou
As palavras viraram nuvens
E as promessas
Não foram cumpridas

Ficou o vazio
Da aquarela pintada
Com todas as cores
(Incolores)

Nuvens incolores
Nem sempre podem nos ouvir
Vivem a rondar as praças
A procurar pegadas apagadas

Para reencontrar o amor que ficou no tempo
Que evaporou na areia
Levado pelo âmago do vento

Abro a porta e o céu encobre
Os edifícios que rodeiam meus olhos
Queria apenas poder olhar lá do alto
O que ficou pra trás e descobrir que

Talvez as promessas nunca tenham existido
Que foram apenas palavras que se formaram
Nuvens passaram
E viram que não tinham pra onde ir



Arnoldo Pimentel
Este poema é parte integrante do livro NUVENS de Arnoldo Pimentel, para adquirir:
Blog:   gambiarraprofana.blogpot.com


sábado, 11 de agosto de 2012

HOMENAGEM AOS PAIS


Nesta semana em homenagem ao dia dos pais, minha postagem será na Folha Cultural Pataxó,
No link abaixo, siga e comente o Blog da Folha Cultural Pataxó, sempre ótimas postagens, visando a Educação, a Cultura, a Poesia. A sua opinião é muito importante pra nós, basta passar o mouse abaixo.


Desde já agradeço a visita, um feliz dia dos pais a todos os meus amigos.

domingo, 5 de agosto de 2012

EM VOLTA DO CAMPO COM OBSTÁCULOS MORTOS


Eu vi o antigo sol
Que banhava o deserto
Como se fosse o infinito
De outra forma
Olhei as avenidas sem o medo
Sem a ansiedade da alvorada
Ou os calafrios do silêncio
Longe da angústia
Daquele tempo
Sem a névoa que cobria meus olhos
E vi que ali
Nunca existiu ou existirá vida

Arnoldo Pimentel