quinta-feira, 1 de julho de 2010

ANJO CINZENTO (TRILOGIA DO BAR)



ANJO CINZENTO

Talvez a noite não seja estrelada
Não tenha um céu cinzento
Mas tenha um licor na mesa do bar
Para que aqueça um pouco o relento

Os olhos já não sabem dos anjos
Não medem pontes
Não querem se esconder da chuva
Ainda sonham com a fada escondida na fonte

Talvez o bar seja apenas outro lar
Onde possa esconder a tristeza
Até a saudade passar

Talvez a vida esteja mesmo na mesa do bar
Nos olhos que já não querem sonhar
No coração que já não pode amar

2 comentários:

  1. Sabe, e como sabe... só está ferido esperando a cicatriz parar de latejar para abrir as asas e voar!

    Beijo, beijo

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  2. Ah! Os olhos! Janelas do coração!
    Esse poema me deixou emocionada.

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